quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Medo do desconhecido

Hoje olhando postagens e cicatrizes antigas percebo como as coisas sempre mudam embora o ser humano normalmente não tenha paciência para esperar e nem tenha discernimento suficiente para compreender a tempo.
A tua sombra já não me segue mais. Três longos anos se passaram para que eu pudesse compreender os meus próprios sentimentos. Fiz muitas coisas das quais me arrependo completamente, mas que me permitiram deixar de enxergar de forma caolha toda essa situação. 
Hoje acredito que existem pessoas iluminadas como esse ser que habitou meus pensamentos e coração por tanto tempo. Porém toda essa magia nem sempre é vista de forma exata e clara para os eternos adoradores do amor como eu. Eu idealizei e desejei algo que não era meu, não era pra mim. 
É lindo ver tudo isso. É lindo amar o caráter dessa pessoa sem amá-lo de fato. É lindo ter sua presença sem dor, sem cobranças internas e sem expectativas. É lindo ver como há pessoas tão simples e completas ao mesmo tempo, com o poder de transformar qualquer coisa em felicidade. É lindo e principalmente magnífico saber que pude conviver com ele nesses três anos.
Partindo dessa situação, me encontro portanto em um estado de paz e serenidade imensos. O grande problema é que isso me assusta de uma forma absurda. Nunca acreditei de verdade que conseguiria viver sem dramas, desesperos, sofrimentos e amor. Mas é o que está acontecendo.
Como eu, uma romântica incorrigível posso estar bem assim? E principalmente, como eu posso estar bem se nunca estive totalmente bem nesses meus poucos anos de existência? Isso me aflige, me angustia e me torna uma pessoa com medo do mundo. Medo me me arriscar, de mergulhar em novas ideias, pessoas e situações. Eu ando com medo de mim mesma, do que posso fazer para estragar mais uma vez como é comum em minha vida.
Espero ter calma, acima de tudo, em toda a minha vida mas principalmente nesse momento. Ela é a única capaz de fazer com que eu viva sem medo de viver.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Me sinto como um corpo sem conteúdo. Ser conteúdo sem corpo é mais válido que isso. Mas como ser? O que fazer? Como modificar? Perguntas como estas me assombram todos os dias. Por que ter consciência plena do mundo só traz infelicidade? Me perco pensando que talvez ser alienada seja melhor, mais prático. Eu sofro. Sofro por não poder segurar as rédias da minha vida, por estar submissa às crenças mais arraigadas dos seres humanos. Sofro por perceber tudo isso sozinha. Sofro porque já não sei se viverei tudo que considero primordial para ser feliz justamente pela existência desses pré-conceitos.
Ainda não sei se conseguirei superá-los, mas acredito com todas as minhas forças que há alguém, em algum lugar, que compreende todo esse mundo louco e que me mostrará que eu, na verdade, nunca estive sozinha.